Tudo o que você queria saber sobre Astrologia e não houve oportunidade para perguntar

De onde surgiram os Signos???

Zodíaco

Astróloga Erica: Entre as diversas traduções, zodíaco significa “círculo de animais”. São representações simbólicas e cada civilização antiga têm o seu conjunto de signos, de acordo com as narrativas de sua cultura. São mitos e narrativas.

“Existe, por exemplo, a astrologia chinesa, a indiana e a indígena, entre muitas outras. E cada povo terá as suas próprias representações, quanto às estrelas e às constelações.

Os signos astrológicos dos quais vamos falar são da época da cultura greco-romana antiga, ao reunir o conhecimento de diversos povos antigos, como caldeus, babilônios, e muitos outros.

Sendo que estes se tornaram um conjunto de 12 estereótipos, muitas vezes, matéria para ironia, humor, ou brincadeira mesmo.

O que se distancia da disciplina dos cientistas e acadêmicos que estudavam a mecânica celeste, psicologia, ou aos conselheiros em instituições.

A estes, hoje em dia a profissão está mais próxima de Futurologia e Consultorias de Ciência de Dados, Engenharias diversas, aliadas à Psicologia acadêmica, ao que não se denomina especificamente, “astrologia”.

A História dos Signos

Os signos nem sempre foram 12.

Os povos antigos da babilônia, depois de muitos estudos determinaram 12 símbolos imaginários situados em uma faixa próxima ao caminho das órbitas, para marcar o tempo, como um relógio mesmo, um calendário.

Esta faixa é chamada Eclíptica, um trecho dividido em 12 parte iguais, por onde passam os astros em um ciclo periódico, com relação ao sistema solar, e em relação ao nosso planeta.

O zodíaco é como um caminho, portanto, por onde os astros transitam em seus ciclos, e em movimento periódico. O tempo dos períodos e ciclos dos astros foram estudados dentro de uma margem de 26 mil anos.

Por trás desta faixa imaginária e específica, cada constelação refere-se a uma narrativa mitológica da cultura greco-romana. E cada animal e símbolo escolhido nos Signos tem a ver com a história daquela constelação.

Ainda assim, os signos nunca corresponderam exatamente a Constelações, mas às estações do ano.

História Mitológica de cada Signo

Neste ponto pode-se iniciar o estudo da história mitológica de cada signo e constelações . E o por quê de um ser representado por uma balança, outro um leão, ou ainda uma cabra com rabo de peixe.

Por outro lado, a marcação dos signos, referem-se aos períodos no ano que marcam as estações.

Os babilônios dividiram o ano em 12 partes, e com respeito ao Solstício e Equinócio marcavam as comemorações e rituais sagrados a venerar as Estações com objetivo em colheitas, entre outros.

Sendo assim, Áries tinha a ver com primavera. Capricórnio com inverno

Utilizar o zodíaco do Hemisfério Norte, no Sul, é um ponto que mereceria ser objeto de reflexão, e a respeito da fenomenologia da percepção toda.

Isto é estudado com fundamentos por Dane Rudhyar, o astrólogo francês, amigo de Jung, que fundamentou a Astrologia Psicológica com publicações desde +-1936 nos EUA.

Os signos não correspondem a personalidades. Talvez, os 12 tipos estejam mais próximos do conceito de estereótipos.

Não seriam os signos o principal conhecimento na arte e técnica da astrologia. Mas, especificamente, o estudo do movimento dos astros.

Estes Astros podem ser associados com arquétipos, se forem estudados pelo ponto de vista da Psicologia Acadêmica.

Os signos

Os signos são eixos em um gráfico. Revelam o início de Estações e a partir disso são marcados alguns princípios.

Seguindo o raciocínio de Rudhyar, penso que para a astrologia tornar-se linguagem viva, precisaria ser adaptada na região onde é aplicada. E não, reduzida a um conjunto de regras aplicadas sem reflexão…

Por exemplo, as palavras chaves que julgam capricórnio frio, melancólico, soturno, teriam a ver com o inverno?

Quem passou um natal nos EUA ou Europa, sente na pele o que é ficar recolhido, com risco de morte se não houver abrigo.

Mas no Brasil, Capricórnio inicia o verão.

Este é um dos equívocos fundamentais entre os quais levaram a astrologia afastar-se do conhecimento acadêmico, e desde a idade moderna quando seguiu diluída em outras ciências e áreas de estudos sérios.

Porém, ainda hoje existem Faculdades de Astrologia, onde os princípios são fundamentados… ainda que sejam, no hemisfério norte.

Mas e os signos de revista? Os horóscopos populares de jornal?

Quando uma pessoa nasce em determinada data, o Sol e cada Astro transita em uma faixa correspondente a um “signo” durante um mês aproximadamente, e daí surgem os textos sobre “os 12 tipos”.

A chance de todas as pessoas do mundo que nasceram naquele mês terem as mesmas características é nula. Ainda menos para julgar uma personalidade.

Isto não teria como ser associado a “conhecimento”. Mas, como jogo e brincadeira. Os horóscopos de jornal fazem parte do setor de entretenimento.

É diferente de uma projeção onde se considerem variáveis, vezes 12 posições, e ainda em mais de 144 aspectos.

Fazer projeção astrológica é uma espécie de engenharia do tempo.

Mas, esta engenharia, ao refletir a complexidade da alma humana, e da natureza traz elementos, sinais para que sejam feitas projeções.

Tendo isto, não seriam os “trânsitos” de astros especificamente, as previsões, como se aponta levianamente, mas, a maneira como a posição exata de um astro com relação ao ritmo, e lugar dentro do ciclo; sendo que esta, correlacionada com o Mapa de Nascimento, por exemplo, e o Mapa do Momento.

É algo complexo. Uma engenharia que é possível de ser feita se ancorada na observação da vida real, e menos em teoria, ou abstração.

Alexander Ruperti cita em sua obra Ciclos de Evolução, a mecânica, a engenharia, e para isso o temos astrologia enquanto “ciência dos ciclos”!

O que faz a previsão astrológica funcionar, portanto, é um sistema complexo de variáveis, contextualizadas nos âmbitos econômico, político, histórico e psicológico, ou seja, uma disciplina multidisciplinar de observação da natureza.

A astrologia que funciona não está cristalizada aos signos. Nem às casas, como setores do gráfico. Mas especialmente à dinâmica de aspectos, dentro da ciência dos diversos ciclos concomitantes.

E isto é estudado por matemáticos há séculos, conforme as diversas correntes tradicionais, modernas e outras.

Astrologia Moderna x Tradicional x Sideral

A Psicologia tem sua origem histórica na época antiga dos gregos e egípcios, entre outros.

Enquanto campo autoconsciente de estudo experimental avançou na Europa no final do Século XIX.

Um dos pioneiros do estudo da Astrologia Transpessoal em diálogo acadêmico com a Filosofia e a Psicologia, no início do Século XX, é Dane Rudhyar.

Astrologia desde então, se divide contemporaneamente em diversas correntes, e entre as primeiras a Tradicional no estudo das projeções fundadas nos ciclos complexos da mecânica celeste.

Depois, a astrologia psicológica com respeito a análise de tendências de personalidades, a Astrologia Moderna, não focada em previsões, mas em interpretações. E isto com respeito a arquétipos, os astros em um sistema complexo, que precisa ser adaptado na cultura, costume e origem onde se aplica.

Um mesmo conceito, não valeria para todo lugar da humanidade e período histórico.

Astrologia Sideral desde os tempos antigos, se refere às Estrelas Fixas. Por isso o signo de Áries não inicia em Março. Há uma diferença de pelo menos 24 graus. Pois o eixo do planeta inclinou.

Ainda assim, nem mesmo o conjunto de constelações é algo rígido.

O conjunto de estrelas para onde determinado povo olhou, e viu uma figura imaginária é chamado “asterismo”.

Existem mais de 88 Constelações catalogadas. Isso é determinado imaginariamente.

Ainda podem surgir estudos em que a luz de uma estrela ao chegar na Terra revele algo, porém, ainda não há como dizer que uma estrela ou astro influencie o comportamento ou os acontecimentos climáticos.

Pelo menos, no ponto de vista deste artigo, astrologia seria análoga a um relógio. O movimento dos astros são “regulares” e isso faz analogia com o que acontece na natureza. Ao mesmo tempo, por espelho, e não por influência.

E talvez, por ressonância.

Os ciclos “se repetem” como nos ultimos 26 mil anos, e é utilizado com referência para um mapeamento de fundo para o que acontece na natureza.

Com relação a isto, o ser humano tem uma pequena responsabilidade no livre arbítrio, no que possa reagir em face do que lhe acontece o destino.

Sobre isso, Alexander Ruperti, revela que se a pessoa não tem consciência, nada do que ocorra no céu será significativo.

A astrologia revela possibilidades e depende da pessoa despertar para um potencial e planejar algo.

Pensando isto, um astro, ou signo, ou trânsito não influencia alguém. O estudo do mapa astral pode despertar para o início da observação de si mesmo, algo que é objeto próprio da Psicologia.

Observando-se a si mesmo, e sabendo um pouco das tendências a pessoa terá maior amplitude e consciência. E poderá perceber como reage aos acontecimentos do destino.

Mas isso é a pessoa com ela mesma, nunca porque um “astrólogo” falou. Nem mesmo o tarot e nenhum oráculo tem melhor posição do que a pessoa mesma para saber sobre si.

O autoconhecimento raiz é aprender por meio da dor, das perdas, dos sofrimentos, sempre foi assim desde o início dos tempos.

Ler um mapa não vai amenizar a dor. Nem trazer atalhos. Ainda menos evitar o destino.

É o mesmo que ocorre no mercado do pensamento positivo. Mentalizar um pacote de dinheiro não vai fazer o pacote aparecer. Mas ainda tem gente que prefere acreditar nisso, o que estaria colaborando para a crise mental na qual a sociedade está mergulhando.

E principalmente por isso, os Psicólogos e Psiquiatras terão muito trabalho.

2) Como se descobriu que os astros serviam para fazer previsões?

Ao observar o movimento repetitivo do Sol, da Lua, dos corpos celestes, percebeu-se padrões e ciclos.

Para nós hoje em dia seja algo a ser redescoberto, principalmente a quem está imerso na rotina urbana e longe da natureza.

O próprio relógio nasceu ao observar-se o Sol.

As previsões surgem da necessidade de sobrevivência. E isto é bastante interessante de se estudar na História e origem da Astrologia.

No princípio o estágio conhecido como “animista” no livro de Rudhyar, cita as comunidades que projetavam características nas manifestações da natureza como dotadas de espíritos.

E a astrologia estava imersa na religião. Os rituais sagrados eram cerimônias culturais e as datas tinham a função de reverenciar as forças de poder da natureza hostil e selvagem.

Depois no estágio vitalista, ocorre o sentido de planejamento, vinculado a atividades de pecuária ou agricultura por exemplo, e de outro lado, tribos nômades.

Sendo que o estudo e observação dos corpos celestes serviam para marcar ciclos, e o tempo. Para planejar.

Motivadas pela sobrevivência a princípio, e depois para manutenção e segurança.

“Podemos ainda, por exemplo, perceber que o movimento da lua acontece em sincronicidade com o movimento do oceano, aos líquidos em geral, por exemplo. Isto envolve as forças da gravidade.

Mas, não existe comprovação de que os astros façam acontecer as coisas.

Por enquanto, pode-se considerar que marcam posições no tempo, e de acordo com o passado, podemos saber que pode ocorrer novamente uma fase semelhante, em determinada data, de acordo com a posição do astro.”

3) Voltando aos signos, seriam 12 representações simbólicas que representam os seres humanos em seu comportamento e personalidade. É isso?

Sim e não.

As pessoas confundem personalidade com estereótipos.

Os traços arquetípicos, seriam representados mais propriamente, pelos astros.

Um exemplo, pode ser a analogia de que os astros são os personagens, os signos “a roupas que eles vão vestir”, e as casas, o setor da vida onde vão acontecer as cenas.

Ainda assim, este método é apenas um primeiro passo didático. Na prática, ao observarmos a vida e as pessoas, os acontecimentos transcendem estas regras.

Os regentes acontecem de maneira mais complexa, como se fizessem parte de um caleidoscópio, algo que somente ao observar em anos de prática de consultas, e em volume em atendimentos, pode ser assumido como um ponto de vista.

Ao meu ver, astrologia na prática está bem longe da teoria.

As teorias não deveriam ser levadas como dogma.

É fundamental em todo estudo humano considerar as circunstâncias políticas, sociais, econômicas e da realidade da pessoa do consulente, ou das situações mundanas envolvidas.

Mas infelizmente, grande parte dos estudantes e praticantes aplicam regras e repetem dogmas absurdos, que teriam sido percebidos se houvessem estudado mais a fundo, os autores que criaram estes fundamentos, e principalmente, a época em que aquilo foi dito.

O que indica padrões de comportamento são os astros e luminares, e isto é modulado de acordo com cada um dos 12 signos em que estejam, aspectos entre eles, e setores da vida. É um estudo complexo de variáveis. Como é a alma humana.

Mas também, os mapas dos astros podem ser lidos como referências no tempo, na história dos acontecimentos políticos, mundiais, e coletivos.

A Astrologia Moderna desenvolveu os Mapas Astrais como conhecemos hoje.

O astrólogo que lançou o formato de Horóscopo Solar foi Alan Leo, no Reino Unido em 1889. (trecho corrigido no texto). Vale a pena ler o artigo da Escola Constelar sobre a História dos Horóscopos.

Mas existem registros de tentativas de mapas de indivíduos na Roma Antiga. O que levou a especulações e a charlatanismos, devido ao caráter de mistério e a exploração por pessoas oportunistas e manipuladoras.

O assunto de vidência sempre fascinou a humanidade, principalmente a quem acredite em espíritos e entidades invisíveis, um terreno em que é realmente campo para todo tipo de imaginação em uma linha tênue, com a religiosidade e o sagrado.

Alternaram-se historicamente vários períodos de popularização, ou mesmo, a banalização do assunto, no âmbito da fama, ou moda, humor, ou entretenimento.

E estes movimentos, oscilam com momentos de reiterada expulsão do conhecimento astrológico em relação ao âmbito científico.

Porque é um assunto extremamente popular, e abrange todo tipo de leigo autodidata aplicando consultas.

O problema social é que grande parte da população carece de fontes de pesquisa, e acredita no que as fontes jornalísticas repassam. E demoram a perceber que foram enganados.

Não se vende pessoas como “advogados” apenas porque um jornal determinou, mas se fazem isso com astrólogos. E isso esvaziou a profissão de significado.

No ramo do humor é algo que tem sido ostensivamente explorado. É um jogo. Uma catarse coletiva, de desespero talvez, no momento de intensa neurose caótica em que vivemos, hoje.

Acontece em espaços jornalísticos autores falando levianamente sobre signos em geral, algo que não é necessariamente astrologia, mas inspirados em sua criatividade, e de forma “poética”.

Como se fosse um jogo de entretenimento. E ainda que seja algo legítimo, do ponto de vista lúdico, é brincadeira. Não faz parte da astrologia como conhecimento, técnica e arte.

O tema dos signos zodiacais, não no sentido estrito do termo, mas no sentido de entretenimento, pode ser interessante para despertar o interesse das pessoas para este assunto tão fascinante, e cada pessoa pode escolher até onde se aprofundar.

Porém, quem trabalha como consultor, pode perceber que cada vez mais as pessoas chegam confusas e perdidas.

Astrologia por outro lado, no estrito senso é como toda e qualquer área do conhecimento, onde pode-se considerar razoável pelo menos 5 anos de formação com diversos professores, escola, testes, provas, pesquisa, e aplicação na prática.

Talvez, algo que merecesse responsabilidade social e ética, já que conduz outros seres humanos em boa fé e em busca de orientação.

Um astrólogo no sentido do ofício poderia ser aquele que tem resultados no planejamento da vida prática das pessoas, com fatos significativos ocorridos com relação ao que foi previsto.

Para isso existem títulos e escolas no mundo todo, assim como existem faculdades de Astrologia Profissional. E uma ampla Bibliografia.

O C.B.O sugere pelo menos entre 200 a 400 horas de formação para o ofício de astrólogo.

Ainda que seja o lugar do autodidatas, o que fará diferença é método, quais autores foram lidos, e se existe resultado no que é dito.

Ou apenas, a composição de um labirinto de palavras.

A astrologia nasceu do estudo do tempo

O hábito de marcar a posição das estrelas no céu confunde-se com a história da navegação. Por isso, além do tempo, é também o estudo de espaço e de localização no Planeta.

Um dos símbolos primordiais da humanidade é a linha do horizonte, que divide simbolicamente o momento diário do Sol em dois períodos básicos: o dia e a noite. Aliás, esta é a linha de um dos eixos do Mapa Astral.

Durante um dia e noite completos o movimento “aparente” do Sol, assim como do eixo de rotação e translação de nosso Planeta, faz com que enxergamos todos os dias o nascer e o pôr do Sol.

A partir disso vamos começar a entender o que significam as casas no Mapa Astral. Assunto para outro momento.

Estudar signo sem considerar a mecânica celeste e acreditar que isto indica personalidade, é o mesmo que acreditar que a Terra é plana, se me permite fazer uma piada também, rsrs.

5) São diversas as características impostas a cada signo. Mas… Todos os virginianos são organizados e perfeccionistas, por exemplo? Ou eles podem ser bem desorganizados pela influência do seu ascendente?

Por que eu não me identifico com o que se escreve sobre o meu signo?

O signo, como hoje é popularmente conhecido, é a posição do Sol no momento em que a pessoa nasceu, com relação ao “zodíaco tropical”. Não indica como uma pessoa é.

Não podemos dizer que alguém é de alguma maneira exata por causa do Signo.

Se levarmos a risca, isto pode até ser visto como preconceito, se percebermos que é um pré-julgamento, sem conhecer a pessoa verdadeiramente.

Para se ter uma pequena ideia das tendências do comportamento de alguém, um astrólogo considera outros astros, além da posição do Sol.

São pelo menos 10 astros, mais os ângulos da carta, com respeito às doze casas astrais do mapa. E ainda, como estão se relacionando cada um com os outros, que é o que chamamos de aspecto.

Por exemplo, a maneira de alguém pensar tem a ver analogamente com o estado do astro mercúrio no mapa, a maneira de reagir emocionalmente com a lua, e maneira de agir com marte.

Neste ponto, o estudo psicológico encontrou paralelos e analogias entre o significado simbólico e arquetípico dos astros com relação aos planos da psique humana. E por outro lado, ao tempo dos ciclos, com relação aos acontecimentos da natureza.

O ascendente é a postura e a percepção da pessoa, entre outros assuntos. Seria um ponto de vista com relação a localização no planeta, e à configuração do céu naquele momento.

Serve mais para organizar os planos do gráfico do mapa.

6) Todos os signos e ascendentes influenciam com a mesma intensidade nas pessoas? Por exemplo: uma ariana pode ter características mais marcantes do que a outra pessoa que é ariana?

Não. Como vimos os signos não influenciam.

A pessoa é um ser único. Assim como milhares de pessoas nasceram naquele mesmo momento, e cada um abordará as situações de sua maneira individual, por meio de suas escolhas e percepção.

Em outro sentido, os astros são lidos como se fossem “personagens” e arquétipos, que podem ou não evocar a narrativa mitológica ao revelar uma mensagem sobre a alma humana.

E a narrativa mitológica tem a ver com determinada cultura e época.

Os signos gregos encantam, mas isto não pode ser lido sem considerar as circunstâncias da época da pessoa que pergunta.

Ou com certeza, seria mais uma maneira autoritária e preconceituosa julgar uma pessoa pelo signo.

É extremamente antiético considerar Mapa Astral para avaliar, julgar ou administrar situação em empresas, por exemplo, e em diversas outras situações da vida.

Pois, será julgamento e opinião pessoal. Sem fundamentos objetivos.

Os astros reais, são apenas corpos celestes, e servem para marcar o tempo, eles não influenciam as pessoas.

Para uma pessoa entender o próprio mapa precisa entender a linguagem da astrologia, como são às diversas linguagens do conhecimento humano, com relação ao posicionamento dos astros e não somente sobre signos.

E será antes de tudo uma arte e técnica de interagir com as forças da natureza. As mesmas que regem tudo o que é vivo.

Sendo assim, sem ciência, não é possível considerar esta arte como algo sério.

7) Há memes nas redes sociais que brincam com o fato de “antes de me relacionar com você, preciso do seu mapa astral”. O que é um mapa astral? Dá mesmo para depender dele para escolher com quem se relacionar?

Do ponto de vista deste artigo, os memes não alcançam profundidade, ou conhecimento psicológico, são piadas feitas por pessoas criativas.

Eles fazem parte da moda passageira, e podem ou não, perder a graça ali na frente.

A inspiração para a sátira, piada, crônica, ou paródia nasce por vezes da frustração das pessoas e como reação às coisas que não fazem sentido. Principalmente, quando não entendem.

Inclusive a crítica implícita nos memes é legítima, faz parte da ironia inteligente e cínica a dar vazão às vozes sociais oprimidas.

Como o mercado da internet trouxe muitas pessoas dando palestra e aula sem ligação com os princípios da técnica, tornou-se por si o exercício criativo da liberdade e da ironia.

Algo aliás em conexão com o movimento contemporâneo das artes em geral fundadas na crítica pela crítica. Um exercício político e social no sense.

A meu ver, muito semelhante em crítica a atitude na obra de arte de Duchamp, que revolucionou a crítica ao pôr um mictório no Museu, sendo que até hoje há gente vendo aquilo como arte.

E claro, como tudo referente a pós modernidade desconstrutivista, a considerar a inspiração antropofagia e toda a salada mista.

Ainda assim, por vezes pessoas usam “o assunto astrologia” para falar de tudo, menos de astrologia.

Por ser um tema democrático, lúdico, de entretenimento, e aproveitando o artifício de poder escrever sobre tudo nos horóscopos, comunicadores se apropriam da astrologia para se aproximar de seu público.

Astrologia em si, por outro lado, é uma técnica de medir a posição dos astros.

Associada aos conhecimentos da Psicologia, para leitura de suposto autoconhecimento. E no sentido da Previsão, associada à ciência de dados e de tendências nas pesquisas.

Inclusive sobre isso existe uma pesquisa clássica que é um divisor de águas nesta área de conhecimento. Vide o “Efeito Marte” de Michel Gauquelin.

O problema preciso está em pessoas que se apropriam do falar difícil para manipular consulentes, em consultas.

Por isso, a minha crítica está em que autoconhecimento é algo feito da pessoa para si mesma, e não algo imposto por um julgamento do consultor. Ou isso se tornaria preconceito e manipulação.

Sendo assim, é importante que a astrologia respeite os princípios profissionais da psicologia profissional com CRP.

Aqui, escrevo estas coisas tocada pelos sentimentos das consulentes, durante os ultimos 5 anos em que escutei seus relatos e narrativas.

É somente no sentido de que eu me preocupo com a responsabilidade social no atendimento.

É especificamente sobre isso a visão deste artigo.

Tem a ver com a tomada de posição no trabalho que faço como consultora. É apenas um estilo.

Uma proposta de Ética, entre tantas outras liberdades de opinião. E que produziu resultados na minha vida e na vida das pessoas que apoio.

Sobre combinação e compatibilidade nos relacionamentos

Sobre relacionamento, é coisa séria.

O astrólogo profissional faz o estudo dos mapas para poder dar um conselho. No sentido de facilitar solução de conflitos, e otimizar afinidades.

Existe vasta bibliografia de especialistas em psicologia que estudaram os tipos humanos de comportamento. Pode-se aplicar estas ferramentas no mercado, por exemplo, em coaching, etc.

A Astrologia desenha os mapas astrais de nascimento para traçar potenciais da personalidade, e a combinação entre dois mapas de pessoas diferentes chama-se “Sinastria”.

Muitos especialistas estudaram, pesquisaram e anotaram tendências sobre os relacionamentos.

Então, os especialistas em relacionamentos aconselham se um relacionamento tem chances de durar, para casar, ou para romance, ou para sexo, para parceria profissional, familiar, ou espiritual por exemplo. E sempre, haverá escolha e livre arbítrio.

O estudo consiste nos aspectos e não necessariamente em signos.

Não se pode dizer que um signo combina ou não com outro, isto é mais uma das absurdidades.

É o mesmo que decidir se vai casar ou não com alguém jogando dados para cima.

Tem gente que liga pra um estranho em site de consulta e pergunta se está sendo traído.

Sinastria é uma arte de resolução criativa de problemas e aconselhamentos psicológicos de conciliação.

Sobre os relacionamentos e tipos de amor

Estudando e calculando os pontos de compatibilidade de um casal, podemos ter uma ideia de quanto tempo possa durar.

Mas isso, tem a ver com a quantidade de casais e histórias que o consultor escutou, e qual a margem de acerto que suas predições a aconselhamentos deram resultados.

É como um psicólogo especialista em relacionamento, um advogado especialista em situações familiares, ou um sexólogo especialista em aconselhar neste sentido.

É a arte do conselho, e saber se um profissional é confiável depende do resultado e não do que ele diz.

É um exercício de comunicação.

E sempre, haverá o livre arbítrio da pessoa em insistir em se relacionar com alguém independente de ser compatível ou não.

Existem vários tipos de amor e de relacionamento. Cada qual tem o seu tempo divino e sagrado em nossas vidas, mas cada um tem um propósito e sim, dá para ver na sinastria se um romance é casual, sexual, se haverá entendimento, se haverá divórcio, se serão bons pais, por exemplo.

A astrologia liberta do preconceito porque entendemos os conflitos humanos não como ódio ou falta de amor, mas na incompatibilidade e na impossibilidade de duas pessoas se entenderem, por terem maneiras diferentes de amar.

Por isso, existe a consulta ao astrólogo para saber se uma pessoa combina com a outra.

Aconselha-se a fazer os mapas automáticos na internet, que tem versão mini, para se ter uma ideia, e quando for possível falar com especialistas, antes de investir em expectativas.

Pelos estudos e observações em coaching de relacionamento, são pelo menos dois meses e meio convivendo junto na rotina, para duas pessoas perceberem o que realmente tem como intenção, se se aproximaram por tesão, por acaso, curiosidade, ou uma real intenção de construir algo juntos.

E ainda depende da maturidade, do respeito a vontade do outro, e do livre arbítrio acima de tudo.

8) Tem gente que segue fielmente o que dizem as previsões dos astros dia a dia. Seguindo a risca, será tudo mil maravilhas na vida?

(risos) interessante a pergunta!

Muitas pessoas gostam de obter sinais aleatórios para forçar a si mesmas a decidirem. É isso o que fazemos quando procuramos um oráculo.

O oráculo pode “errar”. Mas somos nós com nossa intenção que vamos concordar ou não com a mensagem aleatória.

Isso é o que fazemos quando abrimos uma carta de tarot.

Qualquer coisa serve de oráculo. Até mesmo olhar pro céu e contar pássaros.

Outra coisa são horóscopos aleatórios.

É como todos os dias sair e verificar se a porta esta fechada ou aberta, são manias. Obsessões, maneira de focar, pode ser muita coisa.

Outra coisa é consultar um profissional para obter conselhos para decisões.

Fazemos isso aos médicos, advogados, aos professores, e até mesmo a qualquer pessoa aleatória.

Comentamos no elevador se vai chover.

Mas seguir sinais depende da mania de cada um.

Devo acreditar nas Previsões?

Nunca se deve seguir uma previsão cegamente, isso seria fanatismo e se render à manipulação.

Não devemos seguir ninguém sem exercitar o livre arbítrio e a crítica saudável. O que chamamos de juízo.

Ou seria abrir mão da sanidade e capacidade mental de escolher e discernir.

Nem na religião devemos seguir cegamente o que dizem. Os grandes sábios como Jesus Cristo nos ensinaram a ler as palavras divinas, por meio de nossa intuição e coração, e cada pessoa pode ler a Bíblia por si mesmo desde o Século XVII.

Astrologia é o mesmo, se você quer entender, precisa estudar a técnica, ou consultar um profissional.

Se tiver sorte encontrará um profissional que faça diferença e apoio você melhor em suas próprias escolhas.

Se você contrata um especialista, neste conselho, precisaria ter certeza de que ele obteve resultados.

Você deve consultar, e retornar apenas se a previsão obteve resultado. Um profissional se diferencia no mercado em uma carreira de muitos anos, por meio dos resultados ocorridos, e do depoimento honestos de pessoas de confiança.

Algumas pessoas consultam um bom médico e um bom advogado e conseguem algumas conquistas. Assim como podemos nos decepcionar com charlatanismo, médicos, ou advogados ruins, ou golpistas de todo tipo em qualquer serviço.

São duas coisas diferentes, ser um bom profissional, ter se formado, ter experiência, e principalmente, ter vocação.

Ou persuadir com imaginação, medo, e manipulação.

A astrologia serve para ampliar a visão por meio de variáveis para fazer um planejamento.

É uma projeção futura com base na tendência dos acontecimentos e principalmente, sobre ocorridos no passado, e na experiência e conhecimento do consultor.

É um conhecimento de psicologia científica aliado à ciência de dados. É uma prática empírica.

E nunca serviu para determinar futuros nem para julgar pessoas.

É a arte de observar a natureza do movimento da vida, e os ciclos periódicos dos acontecimentos. Mas sempre, a considerar o principio da indeterminância, e o livre arbítrio na escolha das pessoas.

A vida é destino + reação + escolhas = isto faz futuro.

O futuro é criado a partir das reações em face do que o Destino despeja no caminho das pessoas.

A Astrologia lê um pouco do destino. O Futuro é a pessoa que cria por meio da consciência do destino.

Pelo menos do ponto de vista aqui, não tem a ver com adivinhação. Tem a ver com planejamento.

E sim, tem pessoas que alcançam conquistas, e outras não, isso tem a ver com conhecimento ou ignorância dos próprios potenciais.

Principalmente, sobre o momento certo.

Todo rei e autoridade do mundo tem conselheiros, e com certeza, astrólogos, sendo que especialistas jurídicos, médicos, psicólogos. Como foi em toda história da humanidade.

Porém, a astrologia não serve ao ego humano, para realizar desejos. Ela reflete a lei do retorno, às bênçãos, e os karmas, tem a ver com o que foi feito em vidas passadas, e no mapa é possível ver o que é possível.

9) Certamente as pessoas procuram nas previsões astrológicas uma maneira de solucionar seus problemas financeiros, conjugais, do passado… Isso dá certo?

A astrologia não soluciona problemas. Ela aponta caminhos, limites, e possibilidades de saída dos problemas ao ampliar a visão e apresentar alternativas.

Ainda assim, existe livre arbítrio, e a pessoa vai decidir por ela mesma que direção ela vai seguir. De acordo com os potenciais dela, os limites, às condições sociais, do país.

Como um psicólogo, médico, ou advogado, não vai resolver o problema, ele vai prestar a consultoria para a pessoa conseguir o melhor possível, dentro dos limites dela.

Um bom astrólogo pode ver quando os caminhos se abrem e se fecham para o financeiro, profissional, saúde, relacionamentos, e cada um dos 12 setores da vida.

Os astros despejam energias no caminho, mas depende da pessoa se ela está em condições de aproveitar e agir.

É possível prever energias, momentos de prosperidade e de fracassos, isto é destino. Porém, o futuro é a pessoa que faz, por meio de suas escolhas, caráter, e ética. É a pessoa que vai agir e aproveitar ou não uma oportunidade. Sucesso é algo que se constrói. Não vem pronto.

Esta Entrevista foi idealizada e realizada pela Escritora Mariana fundadora do Portal Te Contei

Erica Paiva Astro Íris @astrologaonline

BIO

Erica Íris tem formação acadêmica em Arte e especializou-se em Astrologia Eletiva, técnica de projeções futuras com datas exatas.

Trabalhou com Diretora de Criação nos EUA em pesquisa sobre mudanças climáticas e povos ancestrais.

Com o suporte e apoio de 4 NGOs, para o desenvolvimento de um IOS App, e jogo educativo no IPAD, durante a residência em NYC, e depois em SFO, CA.

Ao estudar a história do planeta, despertou para o interesse em Futurologia e Astrologia Mundana.

Descobriu o propósito e vocação por acaso em apoiar pessoas, quando começou a atender o público em site de consultas por telefone, que iniciaram em 10 minutos grátis e em menos de 4 meses alcançaram mensalidades de mais de 7k, ao mesmo tempo em que manteve consultas grátis.

E desde então, atua como consultora online desde 2012. Passou de 37 mil atendimentos comprováveis, na escuta e acompanhamento aos queridos consulentes. Em apoio à conquista de sonhos, autoconhecimento, e na co-criação de futuros melhores.

E envia todas as consultas e previsões em áudios gravados, o que permitiu a confiança de seus consulentes, e a medição de quais previsões realmente aconteceram.

A visão de seu trabalho é a responsabilidade social, e o bem comum com respeito a boa fé das pessoas, e a carência de apoio emocional em suas angústias.

Com gratidão imensa pelo carinho e o amor multiplicado!

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Artista Visual e Astróloga, escrevo por necessidade! Atuo apoiando pessoas a construir sonhos e a realizar futuros. https://astrologaonline.myportfolio.com/work

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